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Tortuosidade peniana

Curvatura peniana tem explicação — e tem tratamento

Dor na ereção, dificuldade de penetração, insegurança na relação — a tortuosidade peniana (Doença de Peyronie) é uma condição urológica com diagnóstico preciso e conduta definida, da fase clínica à correção cirúrgica.

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Anos de experiência em urologia
O problema
"Tortuosidade peniana não é frescura nem vergonha — é uma doença urológica com nome, causa e tratamento definidos. Quanto antes avaliada, mais opções o paciente tem."

A curvatura peniana adquirida na vida adulta costuma ter uma causa: a Doença de Peyronie, formação de uma placa de fibrose na túnica albugínea do pênis. Ela evolui em duas fases — uma aguda, com dor e curvatura em progressão, e outra crônica, com a placa estabilizada — e cada fase tem uma conduta diferente.

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O diagnóstico

O que é a Doença de Peyronie?

Uma placa de tecido fibroso se forma na túnica albugínea (a "capa" que envolve os corpos cavernosos) e limita a expansão do pênis naquele ponto durante a ereção — o resultado é a curvatura. Pode vir acompanhada de dor na fase ativa, encurtamento do pênis e, em parte dos casos, disfunção erétil associada. O diagnóstico é clínico, confirmado com ultrassom peniano com Doppler.

Diagnóstico preciso

Ultrassom peniano com Doppler mapeia a placa e mede a curvatura real, orientando a conduta.

Tratamento na fase aguda

Conduta clínica enquanto a placa ainda está em atividade e a curvatura pode evoluir.

Correção cirúrgica definitiva

Na fase crônica, com curvatura estabilizada e impacto funcional, a cirurgia corrige de forma definitiva.

Avaliação conjunta da ereção

Quando há disfunção erétil associada, o tratamento pode incluir prótese peniana na mesma cirurgia.

Passo a passo

Como é feita a avaliação e o tratamento

01

Avaliação clínica

Exame físico e histórico para identificar a fase da doença e a extensão da curvatura.

02

Ultrassom com Doppler

Mapeia a placa de fibrose, mede a curvatura em graus e avalia o fluxo sanguíneo peniano.

03

Definição da conduta

Fase aguda: tratamento clínico e acompanhamento. Fase crônica com impacto funcional: indicação cirúrgica.

04

Tratamento e retorno

Conduta clínica ou cirúrgica (plicatura, correção com enxerto ou prótese peniana), com acompanhamento até a recuperação.

Para quem a cirurgia é indicada

  • Curvatura estável (fase crônica), geralmente após 12 a 18 meses sem progressão
  • Curvatura que dificulta ou impede a penetração
  • Disfunção erétil associada, com indicação de prótese peniana
  • Impacto relevante na vida sexual e na confiança do paciente

Para quem ainda não é indicada

  • Fase aguda/inflamatória, com dor e curvatura ainda em evolução — trata-se primeiro de forma clínica
  • Curvatura leve, sem dor e sem prejuízo à penetração
  • Sem avaliação com ultrassom Doppler que confirme a placa e meça a curvatura real
Diferenças

Fase aguda x fase crônica

A Doença de Peyronie tem duas fases distintas — o tratamento certo depende de identificar em qual delas o paciente está.

CaracterísticaFase agudaFase crônica
O que éPlaca em atividade inflamatóriaPlaca estabilizada, sem progressão
Duração típica6 a 18 mesesPermanente, se não tratada
Sintoma principalDor na ereção + curvatura evoluindoCurvatura fixa, geralmente sem dor
TratamentoClínico (medicação) e acompanhamentoCirúrgico, quando há impacto funcional
Benefícios

O que muda depois do tratamento

  1. 01Correção da curvatura que dificulta ou impede a penetração
  2. 02Alívio da dor peniana, quando presente na fase ativa
  3. 03Recuperação da confiança na relação sexual
  4. 04Tratamento combinado com disfunção erétil, quando necessário (prótese peniana)
  5. 05Procedimento cirúrgico com técnica escolhida conforme o caso — plicatura, correção com enxerto ou prótese
  6. 06Acompanhamento próximo em todas as etapas — diagnóstico, conduta e pós-tratamento
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Dr. Fernando Leone

Urologia · Andrologia

Médico urologista formado pela Faculdade de Medicina de Barbacena (2006), com residências em Cirurgia Geral (Hospital Getúlio Vargas), Cirurgia do Trauma (Hospital Odilon Behrens) e Urologia (Hospital São José). 12 anos de experiência em urologia. Membro da American Urological Association (AUA), Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e European Association of Urology (EAU). Atende homens com tortuosidade peniana (Doença de Peyronie), com e sem disfunção erétil associada.

CRM ATIVO RQE-33536 SBU · AUA · EAU
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Perguntas frequentes

Toda curvatura peniana precisa de cirurgia?+

Não. Curvaturas leves, sem dor e sem prejuízo à penetração, podem só ser acompanhadas. Na fase aguda, o tratamento inicial é clínico — a cirurgia entra na fase crônica, quando há impacto funcional real.

Qual a diferença entre tortuosidade peniana e Doença de Peyronie?+

São a mesma condição na maioria dos casos adultos: a tortuosidade peniana adquirida (diferente da congênita, presente desde a adolescência) costuma ser causada pela Doença de Peyronie — a placa de fibrose na túnica albugínea.

A cirurgia muda o tamanho do pênis?+

Depende da técnica escolhida. Algumas abordagens podem levar a um leve encurtamento, outras preservam mais o comprimento com outras considerações técnicas — isso é discutido caso a caso na consulta.

Tortuosidade peniana sempre vem com disfunção erétil?+

Não sempre, mas é uma associação comum, principalmente nos casos mais acentuados. Por isso a avaliação inclui o rastreio da função erétil, não só a curvatura.

Preciso fazer ultrassom antes da cirurgia?+

Sim. O ultrassom peniano com Doppler mede a curvatura real e avalia o fluxo sanguíneo, orientando qual técnica cirúrgica é a mais indicada para o seu caso.

Quanto tempo leva a recuperação da cirurgia?+

Varia conforme a técnica e o caso individual — é detalhado na consulta, com orientações claras sobre retorno gradual às atividades e à vida sexual.

Corrija a curvatura peniana com quem entende do assunto.

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